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Mostrando postagens de 2012
 Você não tem ideia alguma do que vai escrever, e além disso, você está ouvindo uma de suas bandas favoritas e cantando como se fosse praticar o ápice da sua catarse defenestrando sons (enquanto uma lânguida luz de fim do dia é despachada em sua janela).   Isso não descarta o fato de ter ocorrido acontecimentos ou não (estou percebendo que acordei achando que esse blog é um pequeno diário). Começando: vomitar amor na cara de quem não está preparado a recebê-lo - ok - não é amor - mas acontece que é sentimento. ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh, quer saber? foda-se isso e todo o resto que eu ia despachar achando que isso é algo que eu posso confiar, já que até a confiança em mim mesmo é falha. ~p
Engraçado, a gente só tem o hábito de escrever - desculpe a generalização hiperbólica - quando o coração está ferido/magoado/carente. Por exemplo, você se ilude, você se machuca, você força ilusão, carência e você escreve. É como se fosse um ritual onde o coração, ou a mente travestida e eufemizada por um órgão que julgamos ser o responsável por tudo de errado que acontece ao estarmos emocionalmente fragilizados, pede para que nos acalmemos e, de uma maneira superficial e cheia de entrelinhas, expôr um pouco de nossa essência ou momentos. É! A vida é cheia de absurdos impostos por nós, somente por nós! Alguns argumentam: "Deus escreve certo por linhas tortas", mas sinceramente? Acho que as linhas acompanham um ritmo perfeito, uma linearidade que causa inveja a qualquer régua ou instrumento matemático. Outros culpam o coração, esse órgão problemático que, para nós, só serve para aguçar imperfeições sentimentais. Guiado por ele ou não as palavras dançam em um ritmo acelerado ...