Engraçado, a gente só tem o hábito de escrever - desculpe a generalização hiperbólica - quando o coração está ferido/magoado/carente. Por exemplo, você se ilude, você se machuca, você força ilusão, carência e você escreve. É como se fosse um ritual onde o coração, ou a mente travestida e eufemizada por um órgão que julgamos ser o responsável por tudo de errado que acontece ao estarmos emocionalmente fragilizados, pede para que nos acalmemos e, de uma maneira superficial e cheia de entrelinhas, expôr um pouco de nossa essência ou momentos. É! A vida é cheia de absurdos impostos por nós, somente por nós! Alguns argumentam: "Deus escreve certo por linhas tortas", mas sinceramente? Acho que as linhas acompanham um ritmo perfeito, uma linearidade que causa inveja a qualquer régua ou instrumento matemático. Outros culpam o coração, esse órgão problemático que, para nós, só serve para aguçar imperfeições sentimentais. Guiado por ele ou não as palavras dançam em um ritmo acelerado ...