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Engraçado, a gente só tem o hábito de escrever - desculpe a generalização hiperbólica - quando o coração está ferido/magoado/carente. Por exemplo, você se ilude, você se machuca, você força ilusão, carência e você escreve. É como se fosse um ritual onde o coração, ou a mente travestida e eufemizada por um órgão que julgamos ser o responsável por tudo de errado que acontece ao estarmos emocionalmente fragilizados, pede para que nos acalmemos e, de uma maneira superficial e cheia de entrelinhas, expôr um pouco de nossa essência ou momentos.
É! A vida é cheia de absurdos impostos por nós, somente por nós! Alguns argumentam: "Deus escreve certo por linhas tortas", mas sinceramente? Acho que as linhas acompanham um ritmo perfeito, uma linearidade que causa inveja a qualquer régua ou instrumento matemático. Outros culpam o coração, esse órgão problemático que, para nós, só serve para aguçar imperfeições sentimentais.
Guiado por ele ou não as palavras dançam em um ritmo acelerado e escapolem dos dedos, sem linearidade, sem perfeições gramaticais e até mesmo sem sentido.
Bendito é aquele que enxerga com a mente e transpassa ao coração de maneira simples, coerente e coesa. Bendito somos nós, sofredores de uma noite, de um mês, de um ano.
O que me salva é ser escritor meia-boca de escrivaninha onde é depositado um copo de café, um maço de cigarros e um isqueiro para queimar desilusões.

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#8 Quando é necessário explodir.

Quando é necessário explodir? Ás vezes isso nos torna mais humanos que qualquer outro ser que habita em algum plano. Quando é necessário gritar? Engolir loucuras e vomitar desesperos? Será que uma pessoa realmente muda quando se tem que mudar? Será que uma dificuldade transforma a pessoa em um "ser melhor"? Acontecimentos repentinamente acontecem sem grandes explicações. É um coração que se apaixona, é um vidro que quebra, é uma comida que se consome, é uma comida que falta, é uma água que se bebe, é uma ausência de água que mata por sede, é uma chuva que refresca, é uma chuva que acaba com uma plantação, é um caminho bem trilhado... é o desastroso caminho da escuridão. Será que muda? Muda sim sinhô, patrão. E eu que achei que as coisas construídas fossem de aço... Num é de aço não, sinhô... é de latão!

nunca termina

o que mal se começa, e isso nunca tem fim. - não desisti, só não posso mais com frequência. - um dia isso passa? - aham, espera ano que vem que passa (por que tudo se resolve na segunda, no mês ou no ano que vem?) . . . - os mortais são assim mesmo? - ih, são piores.. olhe 'pra' dentro de você, porque eu já estou olhando 'pra' mim.